April 10, 2011 at 06:41 PM
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          As crianças são a esperança de um futuro melhor, são a crença viva em todos nós de que é possível mudar, fazer diferente, acreditar na mudança e na sua possibilidade.

          Portanto, mais do que atirar em crianças, esse louco atirou em cheio no coração da esperança de todos nós. Na esperança da nossa sociedade e do futuro do planeta. No nosso poder de acreditar que amanhã será diferente, que podemos sim acreditar. Esse psicótico acabou com nossa esperança de um futuro melhor, acabou com vidas pequeninas que fariam a diferença, que comporiam um futuro melhor junto com nossos filhos e netos.

          A chacina foi tão marcante não tanto pelas vitimas que foram feitas, nem pelo perfil psiquiátrico traçado e pela frieza do marginal em cometer tão violentamente os crimes da forma que o fez. O que realmente fica e, vai ficar por um bom tempo marcado em todos nós é a morte, mesmo que temporária, do nosso brilho nos olhos, da nossa alegria, da nossa vontade de mudar e ver a mudança. A morte da nossa esperança, de um futuro melhor. A morte dessas crianças, dessas nossas pequeninas esperanças.


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March 7, 2011 at 06:37 PM
"We could be anything that we wanted to be, and this is not too late to change, yeah this decision is ours. You give a little love and it all comes back to you, you know you're gonna be remembered for the things that you say and do."


          É incrível como somos capazes de não ter a menor noção do quanto somos queridos pelos outros. Gosto muito de aniversários, mas principalmente e egocentricamente, gosto muito do meu próprio aniversário. É sempre esse dia do ano que, simbolicamente, representa um novo ciclo em nossas vidas, que podemos perceber o quanto somos queridos e bem-quistos por todos aqueles (ou, pelo menos, a maior parte deles) à nossa volta.

          Não digo isso com o sentido de parecer pretensiosa, muito pelo contrário. Eu, mais coque ninguém, sou super a favor da teoria de quem nada somos além do que plantamos, e que conseqüentemente colheremos, mais cedo ou mais tarde, os frutos de nossas atitudes, gestos e palavras.

          Sabe aquele papo de "você não tem noção, mas alguém no mundo morreria por você hoje, você é o mundo de alguém, alguém te ama tão intensamente que poderia morrer por você, etc." ... Então, isso às vezes começa a fazer um sentido inexplicável.

          Eu sempre procurei, e tenho isso como valores oriundos dos meus pais, fazer o meu melhor no que diz respeito ao relacionamento com os demais. Desde pequena, sempre integrava as crianças mais tímidas, defendia os que eram injustiçados e protegia os que sofriam com panelinhas e bullying. Devido ao fato de ser a filha da coordenadora, sempre acabava sabendo quais crianças estavam precisando de ajuda e sempre me dispunha a fazer o que fosse necessário para que a pessoa se sentisse bem. Tanto que, ate hoje, me incomoda demais ver alguém sozinho em um canto, se sentindo desconfortável com qualquer situação que seja.

          Ultimamente tenho melhorado ainda mais minha capacidade de relacionamento controlando meu temperamento, mais do que nunca. Sou uma pessoa extremamente impaciente e, muitas vezes, acabo me precipitando e magoando os outros. Hoje vejo que não é necessário se impor nem pensar com o espírito vingativo do "não vou deixar barato" para resolver determinadas situações. Muitas vezes o silêncio é a melhor resposta, e evita uma série de conflitos desnecessários e que acabariam com relacionamentos por conta de nada além de bobagens.

 


Currently listening to: Bugsy Malone - You Give a Little Love
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March 4, 2011 at 01:22 AM
"Don't be a baby, remember what you told me, shut up and put your money where your mouth is"


Lições aprendidas: #1: Não seja tão próxima assim dos amigos dele. Por mais inacreditável que isso possa parecer, há certos homens que se sentem pressionados e não gostam quando a garota é amiga dos amigos dele.

#2: Nunca, mas NUNCA mesmo, deixe o fato de vocês estarem juntos se sobrepor a sua vida pessoal. Sua independência e individualidade são únicas e inestimáveis e, assim sendo, nenhum homem poderá questioná-las, mudificá-las ou, muito menos, proibí-las.

3: Não ache que o simples fato de você possuir um grau muito maior de beleza que o indivíduo que a rodeia representa tudo. Homens não exatamente bonitos também podem ser possuidores de grandes egos e orgulhos gigantes, que podem cegá-los a ponto de não verem o quanto você é areia para o caminhãozinho dele.

#4: Jamais se entregue completamente. Das duas, uma: ou o cara vai considerar o jogo ganho e cansar, ou você vai se encher o saco rápido e querer pular fora antes do que deveria.

#5: Tenha sempre um pé atrás (ou, dependendo do caso, até dois). Desconfie de discursos apaixonados, olhares de cachorrinho e declarações de amor, principalmente as mais bizarras. Por mais apaixonado que você (e o mundo) tenha certeza de que o cara esteja, homens dificilmente irão admitir quando estiverem caidinhos. Portanto, desconfie. E nunca deixe-o perceber que você se deu conta de que ele está apaixonado, afinal ele provavelmente não admitirá jamais.

#6: Entenda que certos homens não são capazes de aceitar mulheres boas, jamais. Preferem as castas, de sua igreja, enclausuradas em sua casa e que só podem sair em sua companhia, ou até mesmo as que bebem demais e passam mal na noite de sua própria formatura da faculdade. Acontece, as frutas podres que estão no chão sempre são mais fáceis de pegar do que as brilhantes no topo. E alguns homens preferem a comodidade das podres. Não se sinta uma delas por conta disso, muito pelo contrário. Quem gosta de se abaixar no chão é porque ao nível dele pertence

#7: Para certos homens, mulheres não podem ter amigos homens. Para outros, a amizade entre homens e mulheres não existe. Fuja desses tipos, o mais rápido que puder. Corra e só pare quando estiver a uma distância segura. Homens que não aceitam os melhores amigos homens de uma mulher logo logo a afastarão de seu pai, irmãos e talvez até de seus filhos, no futuro. Confiança é, e sempre será, a base de qualquer relacionamento. O homem que não compreende isso, não merece nem meia chance.


Currently listening to: Katy Perry - Waking Up In Vegas
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February 15, 2011 at 07:19 PM
A Amelia que vem de Marte


          Sabe aquela velha história do “Devemos deixar livre, se voltar é porque sempre foi nosso e se não voltar é porque nunca nos pertenceu”? Pois é, sempre acreditei muito nisso.

          Lembram da fábula da pirilampa? Pois é, acontece que a pirilampa cresceu, se desenvolveu e transformou-se numa linda borboleta, que é incapaz de viver presa em um único mundo. Essa borboleta deseja trafegar por diversos mundos, diversas realidades, conhecer a tudo e a todos; Essa borboleta hoje aprendeu a voar por si só e, após muitas feridas e cicatrizes, não está disposta a ter ao seu lado qualquer um; Essa borboleta escolhe suas companhias a dedo e quer ao seu redor pessoas fortes, independentes, que podem não ter total e plena consciência das escolhas que fazem, mas que sabem o que querem e o que fazem como ninguém, sem medo das conseqüências de se arriscarem.

          Indecisos? Inseguros? Fracos? Medrosos? Não há espaço para eles.

          Essa borboleta cansou de bater suas asas atrás de gente que não merece, cansou de dar uma chance a “coitados” e acabar decepcionando-se com eles; Essa borboleta cansou de chorar por pessoas pequenas e que mal sabem o que querem da sua vida, que dirá de uma vida em comum com alguém; Essa borboleta, que não resolve mais as coisas com drama nem com sofrimento, aprendeu, com a maturidade, a ser racional e fria quando necessário; Essa borboleta é hoje, uma mulher, acima de tudo. Uma mulher com necessidades, desejos e vontades, que sabe que deve ter ao seu lado alguém que a queira bem, a queira feliz, mas acima de tudo, alguém que a queira. E muito.

          Mas afinal, o que esse alguém quer? Quer aquela velha Amélia, a suposta “mulher de verdade”, que fica em casa cuidando dos filhos e tentando acertar o sabor da sopa e o formato do pão italiano que o marido, anfitrião e patriarca da família, quer para o jantar? Ou será que quer aquela Amélia submissa, que acata toda ordem que recebe, calada, sem expressar seu ponto de vista ou manifestar suas vontades e desejos?

          Não, acho que não. Amélia já deixou de ser a mulher de verdade há um bocado de tempo. O maior problema de hoje é que trocamos, cada vez mais, as mulheres Amélia pelos homens Amélia. E essa praga vem se disseminando, sem o menor pudor, por todos os lados e para onde quer que olhemos. Esse tipo de homem prefere ter ao seu lado uma mulher cômoda, ou melhor, uma mulher-cômodo (afinal será seu criado-mudo), acomodada, que fará todas as suas vontades, calada; Esse tipo de homem não sabe dar conta do recado quando a mulher fala mais alto, expressa suas vontades, seus desejos; Esse tipo de homem não aceita ouvir críticas e acha que seu jeito de pensar é unico, certo e absoluto; E, principalmente, esse tipo de homem não sabe lidar com a vida independente que a mulher ao seu lado possui e que existe muito antes dele aparecer na vida dela. Muito antes. MUITO.

          Em resumo: Esse tipo de homem não segura mais a bronca. Não segura mais a bronca de ter uma mulher ao seu lado que fala o que pensa, que além do que apenas um par de seios, tem também um cérebro que pensa e questiona, arraigado de seus valores; Não segura mais a bronca de ter uma mulher ao seu lado que luta por sua independência e é capaz de ser forte e corajosa quando necessário; Não segura mais a bronca de ter uma mulher ao seu lado que está disposta a tudo, a viver, a se jogar, a arriscar e a aproveitar cada momento como se fosse o último.

          A conclusão é que eles não sabem mais o que querem. Ou são cafajestes, canalhas e machistas que acham que “lugar de mulher é no tanque”, ou medrosos escondidos atrás de uma retórica verborrágica com medo de se envolver. Entretanto, ambos os tipos tremem na base quando uma mulher bate o pau na mesa e joga as cartas que tem na manga. Treinados como cachorrinhos pelas mamães, sempre tiveram tudo que queriam, afinal elas não queriam que lhes faltasse nada. Só ficou faltando uma coisa, cara mamãe: fazê-lo ser homem o suficiente pra aceitar uma mulher que não fosse sua mãe, que não foi criada como uma bonequinha mimada nem fará todas as vontades do seu princepezinho. Coitados, acham que são os donos da vez quando na verdade sua bola está mais murcha do que bexiga de final de festa. E sempre esteve, afinal não é porque lhes foi dada uma chance que sua moral mudou de alguma forma.

          É incrível como há cada vez mais homens que preferem uma vida modorrenta, ao lado de uma mulher mais ou menos, com uma rotina monótona e sem emoção alguma na vida, porém com muita tradicionalidade, lógica e racionalidade, do que uma relação aberta, honesta, fiel, em que ambos não sabem o que querem mas, ao mesmo tempo, sabem muito bem o que querem.

          Sinceramente? Não desejem ter uma vidinha qualquer. Seja lá quem você for, seja lá que vidinha for esta, mas uma coisa é certa: ela não vale a pena. Prefira algo regado a emoção e aventura, mesmo que com um risco grande, do que um caminho de certezas a banho maria bem, mas BEM morno. Perdas? Sempre teremos. Diferenças? Sempre haverá. Dificuldades? E qual é a graça se elas não existirem? Nenhuma, meu caro, nenhuma.

          Uma coisa é certa: as mulheres de hoje saíram de trás do avental sujo de molho de tomate pra tomar frente a grandes empreitadas, sendo donas da sua própria vida, do seu nariz, das suas contas. E essas mulheres, tenha isso como certo, odeiam homens acomodados.

          Sempre gostei mais de gente autêntica, firme, disposta, que sabe o que quer. Não tem nada melhor no mundo do que gente assim. Que está disposta a dar a cara a tapa e ver no que vai dar, sem medo de se arriscar, se jogar, se atirar. E sinceramente? Fodam-se as consequências. Viver uma vida com medo de arriscar é o mesmo que não viver.

          Sei que esse texto parece com um grandissíssimo tapa na cara. E é exatamente isso que ele é. E não deixará de ser nem nada será retirado até que me provem o contrário, se quiser. Se não quiser, boa vida morna a você!

 


Currently listening to: Nicole Scherzinger - Happily Never After
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March 26, 2010 at 09:13 PM
"Everybody says we're through, I hope you hadn't said it too"


          Realmente é um circo o que estão fazendo com o caso Isabella Nardoni. Um sensacionalismo barato em que a mídia faz de tudo para ter audiência e atenção, passando por cima de quem for.
          O mais assustador é pensar que, por mais que tudo leve a crer que não, eles possam ser inocentes. Imagine se, por algum segundo, possam não ter sido eles, por mais que tenham todas as "provas" dizendo que foram. Estão há 1 ano e meio separados, longe dos filhos, tendo perdido a menina, e mesmo assim sofrendo com todo esse sensacionalismo. Por mais que eu e a grande maioria das pessoas tenhamos praticamente certeza de que foram eles, não podemos julgar com tanta certeza, afinal não foi flagrante nem há prova conclusiva. De qualquer jeito, inocentes ou não, terão penas enormes ou a opinião pública cairá matando em cima.
          O difícil é acreditar que alguém ateste tão veementemente que é inocente, como eles, e que esse mesmo alguém possa ter tamanho sangue frio frente a uma brutalidade tão grande quanto esse infanticídio. Não que eu esperasse uma confissão, mas como pode alguém judiar e assassinar a própria filha tão brutalmente e ainda fazer de tudo para se livrar, afirmando que é inocente? Não pode ser humano, não pode ter coração. De que adianta a liberdade quando se sabe que um filho seu está morto? E que a culpa, de qualquer maneira, foi sua?
          Meu irmão disse à época do caso: "Pra mim não mudaria nada se a culpa tivesse sido minha ou não, eu ia pedir para ficar preso pra sempre simplesmente pelo fato de ter deixado minha filha sozinha e ter permitido que alguém entrasse lá e a matasse, ia considerar negligência minha". Enfim, como alguém pode lutar por uma liberdade que jamais existirá, deitando a cabeça no travesseiro e conseguindo não pensar na atrocidade que cometeu, na vida que tirou da criança e que, egoisticamente, a impediu de viver em sua plenitude?
            Enfim, a minha conclusão sobre isso tudo é que a defesa alega que a polícia científica tentou manipular o caso, não manteve a cena do crime, não agiu com a pericia necessária e tentou o tempo todo produzir provas contra o casal Nardoni. Certo.
         Se eu fosse jurada, perguntaria então à defesa: “Ok, se a polícia cientifica foi assim tão errada e, segundo vocês, os advogados de defesa, não foram os Nardoni que mataram a menina Isabella, então, quem foi? Porque, sinceramente, para mim essa história não vai passar em branco. Se não foram eles, me tragam os culpados. Para mim, é muito fácil acusar a policia cientifica e não trazer uma outra versão do caso. Falar que há uma terceira pessoa é muito fácil, mas então, se isso é realmente verdade, lutem por isso. Vão atrás de provas, porque não há absolutamente nenhuma evidência de que isso possa ser verdade. Traga essa terceira pessoa aqui, traga o pedreiro, busquem o arrombador da obra do prédio ao lado. Afinal, com a justiça que temos hoje, inocentá-los nesse momento para só depois ir atrás de uma terceira pessoa seria como tapar o sol com a peneira. Nunca uma terceira pessoa seria encontrada e o caso se arrastaria por muitos mais anos. E sinceramente, dois anos para um julgamento como esse já é prova suficiente de que tudo acabaria em pizza, como tudo nesse país. Só sei que alguém vai sair como culpado do caso hoje. Se vocês não querem que sejam os Nardoni, se virem para comprovar a tese de vocês de que houve uma terceira pessoa, porque simplesmente falar isso, para mim, é muito vago.”
          Se eu fosse jurada, preferiria condenar o pai e a madrasta, mesmo com a dúvida de eles serem inocentes, e viver com a culpa de tê-los condenado, do que absolvê-los sem certeza e viver com a presença da menina na minha consciência, sabendo que o assassino, sendo seu pai e sua madrasta ou não, não foi punido.
         Enfim, pessoas más estão por aí, por toda a parte, e só nos resta acreditar numa justiça divina, porque na humana, eu sinceramente não acredito. E rezemos para que estas nunca cruzem o nosso caminho. E que casos como esse nunca mais se repitam.


Currently listening to: Chris Brown - Crawl
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January 27, 2010 at 04:02 AM
"Get right with the Man, fight your fights, find a grace and all the things that you can change and help somebody if you can. It's better to be hated for who you are, than be loved for who you're not. And if you wanna hear God laugh, tell Him your plans"


          Querido Deus,

          AGRADECIMENTOS

          Obrigada por todos os rancores esquecidos, os orgulhos engolidos e os ressentimentos apagados. Obrigada por todas as amizades maravilhosas: aquelas antigas que mantive, as novas que construí e, principalmente, as interrompidas que foram recuperadas, me fazendo ver que pontos finais podem tornar-se vírgulas, e que isso só depende de nós para acontecer.
          Obrigada por me fazer acreditar nas pessoas, perdoar quando necessário e pedir perdão quando mais necessário ainda. Obrigada por me ajudar a ouvir mais e por aprender a não ser tão radical com a minha opinião, sabendo ponderá-la e acrescentar a esta a dos outros, sempre tentando melhorar meu modo de ver as coisas.
          Obrigada por me fazer ver e aprender a tolerar as diferenças dos outros, sabendo respeitar os gostos pessoais de cada um, assim como aceitá-los como são. Obrigada por me fazer entender que amigos são amigos sempre, não importando a distância, a idade, a freqüência de encontros e nem a opção sexual.
          Obrigada por todas as pessoas maravilhosas que foram colocadas em minha vida, e que espero que dela nunca saiam. Obrigada por todas as vezes em que as pessoas me surpreenderam positivamente, me mostrando que na grande maioria dos casos, a primeira impressão não é nem deve ser a que fica, nem que um livro deve ser julgado pela capa.
          Obrigada por todos os perigos que fui poupada de sofrer, bem como perdão pelas vezes em que não percebi o quanto algo poderia ter sido muito pior e não fui agradecida por isso. Obrigada a todos os sofrimentos que me fizeram crescer como mulher e que me fizeram encarar a vida de uma outra forma, percebendo que o mundo é muito mais do que imagino.

          PEDIDOS

          Que, em 2010, apareçam cada vez mais pessoas que valem a pena e que estas se aproximem de mim mais do que nunca, bem como as que não valem se afastem, mesmo que sem motivo aparente. E que eu saiba aceitar e compreender quando misteriosamente pessoas que eu acreditava serem boas, afastarem-se de mim, sendo por um motivo superior.
          Que, em 2010, eu aprenda a controlar mais a impulsividade e a agressividade, tendo mais paciência para ter melhores relações humanas, agindo de forma mais altruísta com os sentimentos alheios. E que eu possa ponderar melhor as minhas atitudes, tomando a melhor decisão e deixando que o tempo encarregue-se das demais circunstâncias.
          Que, em 2010, o destino me mande o que for melhor para mim, mesmo que não seja o que eu tenha pedido exatamente. E que eu consiga e saiba aceitar como melhor caminho a ser seguido, bem como respeitar a vontade superior, entendendo que, se as coisas não acontecem do jeito que peço ou desejo, é por algum motivo superior.
          Que, em 2010, eu tenha cada vez mais a certeza de que não preciso de ninguém para ser feliz, apenas de mim mesma. E que as coisas em boa companhia só são melhores, mas que pessoas não são necessárias, apenas a família é essencial. E que fazer as coisas visando agradar os outros e esperando reciprocidade alheia é uma das maiores falhas que se pode cometer.
          Que, em 2010, eu pare de achar que as pessoas não se importam e não ligam pra mim. E que eu tenha cada vez mais consciência de que há muitas nesse mundo que me amam incondicionalmente e que fariam grandes feitos por mim, e que eu saiba valorizar estas, em detrimento das que não estão nem aí.

          E assim eu encerro 2009, com muitas alegrias, pedidos e agradecimentos. Um ano que muito me enriqueceu como pessoa, como indivíduo, mas principalmente, como humana.

          “E vinte e nove anjos me saudaram, e tive vinte e nove amigos outra vez.”


Currently listening to: Van Zant - Help Somebody (If You Can)
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December 26, 2009 at 06:05 PM
Baseado no filme "O Diario de Bridget Jones - No Limite da Razao"


26 de dezembro.
Resumo do Ano.
Carros roubados: um.
Saldo de argentinos: um.
Prêmios de filosofia ganhos: um.
Dias trabalhados em cervejadas: um.
Paixões perdidas, superadas e revividas novamente: uma.
Um ano de excelentes progressos.
Parece que eu estraguei tudo pela última vez.

E ainda realmente acredito que a felicidade é possível.

---

Trecho original:
“December thirty first.
Year-end summary.
Prison stays, one.
Lesbian kisses, one.
Pounds lost, minus one.
Boyfriends lost but then re-gained following major diplomatic incident, one.
Marriage proposals, one.
An excellent years progress.
Bridget Jones has caught things up for the very last time.

And I truly believe that happiness is possible.”


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December 26, 2009 at 01:10 AM
"Eu quero uma lua plena, eu quero sentir a noite, eu quero olhar as luzes que teus olhos nao me tem deixado ver, agora eu vou viver. Eu quero sair de manha, eu quero sentir o vento pela pele e um pensamento me fara uma louca tempestade."


          A Fábula da Pirilampa

          Ele passava as mãos pelos cabelos dela, repetindo continuamente:
          - Vai passar, Luana, vai passar...
          Ela não conseguia dizer absolutamente nada. Olhava, catatônica, para um ponto fixo na parede descascada com a tinha azul clara. Seu rosto repousava no colo de Valentino, seu querido pai, que sempre a consolava em momentos como esse.
          - A vida tem seus altos e baixos, Lu. – nunca um jargão tão batido como esse havia sido tão bem usado – Quando você menos perceber, a solução, seja ela algo ou alguém, cai de pára-quedas na sua frente. E se não houver solução, solucionado está. – Valentino era um tanto quanto viciado nesses jargões.
          Luana levanta-se do colo dele e acaba por continuar catatônica no sofá, ao seu lado. Após alguns segundos de silêncio, conclui:
          - Mas pai, vai ver eu não nasci pra dar certo com alguém, mesmo.
          - Não diga isso, filha! Olhe só pra você! Linda, jovem, alegre, risonha, inteligente e carinhosa. A menina que todo rapaz gostaria de ter. Às vezes é melhor não dar certo com a pessoa errada porque nos livra de problemas enormes no futuro.
          - Eu sei, mas é que tudo parece tão mais difícil pra mim. Eu sou uma idiota, fico tentando, tentando e tentando. Forço a barra o tempo todo. Sou teimosa, cabeça-dura, insistente. Acabo confundindo determinação com chatice.
          - Você só tem uma coisa de diferente das outras, Lu. Você é diferente.
          - Eu me sinto diferente, pai, mas no sentido de ser diferente das outras não sendo possessiva, nem ciumenta, nem controladora. Sigo a risca seu conselho de deixar as coisas livres, se elas voltarem é porque eram pra ser nossas, mas se não voltarem é porque nunca nos pertenceram.
          - Exatamente. Mas filha, isso algum dia alguém vai saber dar valor, e alguém que você goste muito, mas muito mesmo. Você é extremamente especial de uma maneira que não consegue compreender.
          - Mas pai, especial em que sentido?
          - Especial no sentido de ter algo a mais, filha. Algo intangível, algo nobre. Algo que muitas pessoas não vão nem sonhar em ter a chance de sentir algum dia.
          - E o que seria isso?
          - Você sabe do que estou falando, filha. Você tem uma espécie de luz própria, acaba brilhando por sua conta e isso acaba ofuscando o brilho de outras pessoas. Você é como se fosse um pirilampo. Um pirilampo que acaba causando inveja dos outros seres, que não têm capacidade de gerar sua própria luz.
          - Isso é algum tipo de metáfora, pai?
          - Em certa parte, sim. – continuou ele – A parte do inseto é apenas uma representação do que quero te dizer. Nessa vida, filha, muitos irão tentar tirar de você esse brilho, essa luz, que somente você sabe como produzir. E quanto mais eles tentarem tirar isso de você, mais luz você terá que produzir, para combater esse tipo de escória.
          - Por isso que eu sempre atraio pessoas ruins, então.
          - Nem sempre, filha. Às vezes pessoas boas sugam sua energia de tal forma que é como se tentassem roubar a sua luz, mas não com essa intenção. A família da sua mãe, por exemplo, nasceu para ajudar os outros. Quando sua mãe ajuda necessitados, por exemplo, estes acabam sugando a energia e a luz da sua mãe, para poderem assim se reerguer. Com você é a mesma coisa, filha.
          E prosseguiu:
          - Quando você nasceu, tivemos muitos problemas. Desde a gravidez de sua mãe, a chance de você nascer perfeita eram mínimas. Sua mãe não sabia que estava grávida, e isso fez com que ela corresse muitos riscos ingenuamente durante a gravidez. A chance dela ter abortado você foi enorme, a chance de você ter nascido com problemas era imensa. E veja só, você está aqui, perfeita, sem nenhum arranhão de tudo que você passou ao nascer. Você já nasceu vitoriosa, já nasceu guerreira, já nasceu lutando pela sua vida.
          E continuou:
          - Isso é suficiente para que você sempre se lembre disso: você não precisa e nunca vai precisar de ninguém para ser feliz, você mesma só se basta, se completa e é suficiente para conquistar tudo que você quiser. É só querer. Com companhia é apenas mais divertido, só. Mas isso não é necessário.
          - Mas por que as pessoas não valorizam isso então?
          - As pessoas são idiotas, filha. Todas elas. Eu e você inclusive. Deixamos passar chances e oportunidades escancaradas a nossa frente pelo puro e simples medo de tentar. Por isso, uma das melhores coisas que posso te ensinar é isso: viva intensamente. Por mais piegas que pareça, é isso. Entregue-se de cabeça às coisas, por mais que às vezes elas te façam sofrer e chorar. Deixando de tentar, você pode até não sofrer, mas também viverá para sempre com a dúvida de como teria sido se tivesse se jogado. E isso é muito pior. E para o sofrimento, a espera e as incertezas, o tempo se encarrega de ser seu melhor amigo. Entretanto, para a covardia, para aqueles que tem medo de arriscar, o tempo é um grande inimigo.
          - Já sei o que você vai dizer agora, pai. – interrompeu a menina – Que tudo é uma questão de esperar que as coisas se ajeitem. Devemos nos entregar de corpo e alma a tudo que fazemos e não esperar nada em troca. Devemos apenas esperar que as coisas aconteçam ao natural.
          - Claro filha, isso sempre. Mas principalmente, não quero que você se preocupe nem se enfraqueça por problemas pequenos, pessoas pequenas. Você é muito maior e superior do que tudo isso, entende?
          - Acho que sim, pai.

          E então, Luana sorriu. Um sorriso que mudaria sua vida e sua forma de pensar para sempre.


Currently listening to: Ana Carolina - Louca Tempestade
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December 17, 2009 at 01:56 AM
"Uma gente que ri quando deve chorar e nao vive, apenas aguenta. Mas eh preciso ter forca, raca, gana, manha, graca e sonho sempre. Quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fe na vida"


          Tudo bem que tenho apenas 20 anos, mas uma coisa eu garanto: muitas das melhores pessoas que já conheci na vida não eram aquelas com muito dinheiro, muita cultura, muita instrução, muita ascensão profissional. Muito pelo contrário.
          Conheço pessoas incríveis que são porteiros, domésticas, bedéis, faxineiros, etc. Também muitos analfabetos, muitos que não possuem nem sequer ginásio, nem sequer emprego.
          Essas pessoas, talvez por sofrerem na pele coisas muito piores por não terem tido a chance de estudar, encaram a vida de uma forma totalmente diferente. Não levam os problemas tão a sério, os enfrentam de uma forma muito mais direta e corajosa, riem da vida e, como diria Zeca, “deixam-na o levar”.
          Tenho a impressão de que, quanto mais cultura, maior a chance das pessoas se tornarem mesquinhas, prepotentes e de se sentirem “com o rei na barriga”. Como se isso provasse alguma coisa. Como se um diploma ou um “saber falar” ou “saber escrever” mostrasse o caráter de alguém. Muito pelo contrário. Se o dom de aprender qualquer coisa foi dado a você, é por uma dádiva muito maior. Não para a soberba, para achar-se superior aos outros, mas sim para acreditar que se pode passar isso adiante, sem pisar nos outros. E é por saber pouco, que as pessoas assim são tão superiores espiritualmente.
          Não que pessoas cultas e instruídas sejam más, não é isso. É que simplesmente parei pra pensar e percebi que muito aprendi com pessoas que são consideradas “ninguém” para muita gente. E que não são “gerente disso” nem diretor “daquilo”, não possuem título nem cargo nenhum. Simplesmente são pessoas, e isso já basta a elas. Isso não as torna pessoas menores. E é exatamente do tipo de gente que as considera pequenas que eu tenho tanto nojo.
          Essas pessoas, que costumeiramente ostentam títulos e diplomas na parede, mostrando sua “suposta” inteligência, têm o péssimo hábito de se julgarem melhores que as outras, por conta dessa ascensão que tiveram na vida. Ao invés de verem tudo isso como um presente, uma dádiva dos céus, preferem jogar na cara dos outros, tentando afirmar uma falsa “superioridade”.
          Se não é necessário ter curso superior para ter dignidade, se não são diplomas na parede que provam inteligência e se não é apenas de cultura que é feito o caráter de alguém, então por que será que certas pessoas ainda insistem em achar que é necessário humilhar as outras para se sentirem melhor?


Currently listening to: Elis Regina - Maria, Maria
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Ninha, 22 anos, estudante do Sexto Semestre de Administracao de Empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Sao Paulo, SP, Brasil

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